Hummm… Reconheço que sumi de novo. Uf, a pessoa quer fazer mil coisas ao mesmo tempo e na verdade não dá conta de tudo! Poxa! Conferindo aqui, a última vez que escrevi foi em abril! Ui! Sem comentários...
Realmente mil coisas aconteceram nestes quatro meses. Alguns outros almoços que acabei não relatando antes; a minha mudança de apartamento (casa nova, vida nova... isto dá tema para um novo texto); trabalhos; praia; o convívio com um novo grupo, os “Castelleres” (isso é mais um tema para outro texto, claro), que me trouxeram mais novas amizades; e novas perguntas que ando me fazendo...
E, primeiro, para não ficar pendente, vou relatar aqui nossos almoços posteriores aos descritos aqui. Que na verdade faz muito tempo que fizemos, mas antes tarde do que nunca, não é?
Relato aqui quatro almoços: convivendo com o mundo marinho, entre camadas e queijos, peixada da Ju e batatas recheadas com camarões.
Convivendo com o mundo marinho
No fim de semana do dia 18 de abril (ai, sem comentários sobre o atraso...) fizemos um almoço tão completo que com medo de que faltasse comida, entrou um yakissoba no meio! Nem preciso dizer que exageramos... Normal.
Fizemos “mexilhões com molho branco” e “endívias com camarões a la belga”.
Um dos momentos mais agradáveis de cozinhar é o prévio à preparação das refeições. O que eu falo é sobre a ida ao mercado, o que realmente é um passeio fantástico! O mundo inimaginável dos mercados! O Sergio e eu fomos até lá e percorremos seus corredores à procura dos mexilhões em meio ao que os nossos olhos iam encontrando e se encantando através das variedades, cores e burburinhos das senhoras e senhores com seus carrinhos de compra, num lugar onde o tempo para e devemos, sim, desfrutar do passeio e da experiência dos que vivem e convivem em um mercado. Ficamos numa “fila” em uma grande peixaria. As funcionárias trabalhavam agilmente, não deixando de serem atenciosas e ao mesmo tempo explicando a todas as dúvidas dos clientes. Tudo é muito sociável. Cada pessoa que chega pergunta aos demais quem é o último e a fila é na verdade um aglomerado de gente olhando para a banca de peixes como se estivessem vendo um partido do Barça... E todos compartem este momento de espera. Percebemos que o fim de semana é realmente a ocasião das avós e dos avôs prepararem os grandes almoços em família. E a quantidade de pedidos de diferentes tipos de mariscos é impressionante, tanto que o Sergio e eu ficamos imaginando o que elas cozinhariam e cogitamos pedir a uma das abuelitas para irmos até a casa dela e desfrutar de um saboroso almoço caseiro. Ai que vontade!
Quando chegou a nossa vez, pedimos os mexilhões. Por primeira vez, comprávamos mexilhões. Alegremente, a vendedora nos explicou como conservá-los na geladeira para que eles fossem preparados no dia seguinte.
E no domingo, na hora do Sergio lavá-los... Descobrimos que eles estavam vivos! Sim!!! Nós não sabíamos desta surpresa! À medida que o Sergio ia lavando os mexilhões, eles se sentiam atacados e fechavam vagarosamente suas cascas! Caraca! “E vocês vão comer isso?” dizia a Nayara. Hehehe Sim! Comemos! E estavam ótimos. E além dos mexilhões, preparei um prato com endívias (acho que eu nunca comi isso no Brasil, não lembro bem...) que levavam camarões e um molho muito saboroso. Também entrou o maravilhoso Yakissoba que a Juliana fez. O almoço foi realmente substancioso!
E de sobremesa, a Nayara fez uma maravilhosa torta que eu nunca me lembro o nome, mas servem vários: vestido colorido, vestido de noiva, maravilha de morango e outros que também estão valendo. É feita com leite condensado: uma camada de brigadeiro, uma de leite condensado sem chocolate e morangos!!! De-li-ci-o-sa! E ainda mais com um toque muito especial da Claudia... Assim como da outra vez eu derramei todo o suco que eu tinha feito e deixei todo mundo de água na boca, desta vez também fiz uma... E das piores! Querendo ajudar a ajeitar a cozinha, resolvi guardar as coisas no armário... E bem na hora em que a Nayara acabava de preparar a torta, ao colocar um copo dentro do armário, bem sobre o prato do doce... Coloquei mal o copo e ele veio, com toda a força da gravidade e caiu do lado do prato, estourou - claro! – e mil caquinhos se foram para todos os lados! Inclusive na tortaaaa!!! Que ódio que me deu! Foram pouquíssimos segundos, mas pareceu muito mais... Eram os três, a Nayara, o Sergio e eu, olhando para a torta com decepção e pensando “Não vai dar pra comer... Putis, mas de repente dá pra comer!” E na real eu acho que a Nayara também pensou: “Eu vou matar a Claudia!” Hehehe Resumindo, fizemos uma operação resgate de caquinhos que foi finalizada com uma análise da capa superior com uma lanterna: “se não brilhar nada é porque já não tem mais caquinhos” – operação do Sergio. O almoço foi delicioso! E na hora da sobremesa, comemos a torta tirando a camada de cima, mas o Sergio comeu como estava... Feliz dele que saboreou tudo e nada aconteceu com ele! Hehe





O almoço do dia 24 de abril foi o... Entre camadas e queijos
Este almoço foi ótimo, mas não teve nada de muito especial para ser relatado aqui como foi no anterior. Fizemos uma “lasanha de tomate e mussarela”. De entrada, tivemos uns canapés (palavra chique, né?) com molho de azeitona preta decorados com tomate. E para acompanhar, uma salada verde básica. Após o almoço, reinou um excelente café feito pela Juliana... Decorado com chantilly, chocolate líquido e o acompanhamento de uma bolachinha. Delicioso de verdade!




Peixada da Ju
Também deixo aqui registrado o almoço do dia 09 de maio em que a Juliana preparou para todos nós do apartamento uma peixada! A Ju é de Recife e este é um prato que se come bastante lá. Só posso dizer que é maravilhoso mesmo! A peixada foi acompanhada de arroz e pirão! Estava com um toque docinho, com leite de coco, que a Juliana achou que estava mais doce do que o normal, pois aqui é difícil encontrarmos exatamente os produtos como estamos acostumados. Eu que sou um avestruz e além disso adoro doce com salgado, comi e repeti! No almoço e depois... hehehe
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Batatas recheadas com camarões
Este foi o almoço do dia 15 de maio. Este foi um almoço em que não estávamos todos em casa, mas que eu estava com tanta vontade de preparar que lá fui eu para a cozinha com a ajuda do Sergio. Fizemos batatas recheadas com cebola, tomate, pimentão e camarão. Ficou ótimo! Bem modesta... hehehe!
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E por aí acabaram nossos almoços coletivos no apartamento (piso, como dizemos aqui) da Pisuerga... No final de julho deixamos o “piso”, mas aqui e nas nossas memórias ficam as nossas lembranças. Hummm... Faltou falar das nossas sessões de cinema Jacques Tati com pão de queijo feito pelo Sergio! Não é mesmo, Sergio?